Neste verão, resolvi fazer algo diferente. Ao invés de viajar para algum destino brasileiro, decidi passar alguns dias na chamada Paris da América do Sul, Buenos Aires.
Enquanto fazia o check-in na recepção do hotel, folheei alguns flyers dispostos no balcão e as cores vibrantes de um material me chamaram a atenção. Era o folheto de uma agência de turismo gay. Achei muito interessante, mas o fato é que isso não deveria surpreender, afinal, a cidade é uma das mais conhecidas metrópoles gay-friendly do mundo.
Para se ter uma ideia, a tolerância sexual de Buenos Aires está até mesmo no pioneirismo de sua legislação: em 2002, se tornou a primeira cidade do continente a reconhecer a união estável entre homossexuais; em 2008, sancionou uma lei que estende os direitos à pensão a esse grupo e, em 2010, realizou o primeiro casamento gay.
Essa postura portenha – aliada à beleza da metrópole e à agitada vida cultural e noturna – fez com que chegasse à cidade, em 2007, o primeiro hotel gay de luxo da América Latina, da rede espanhola Axel. Depois disso, hotéis, restaurantes e salas de dança de tango também se diversificaram e tornaram a capital argentina um dos principais destinos de turismo homossexual do planeta, o que fomenta a economia local. Bacana, não?
Adoguei…